terça-feira, 7 de janeiro de 2014

AS FLORES

Através da janela olhando as flores…
Parece que sorriem de alegria,
Quando, ao de leve, a chuva acaricia,
Enchendo de frescura as suas cores…

Depois como num passo de magia,
As ilumina o sol com seus calores,
Espalhando o seu perfume, os seus odores,
Formando à sua volta uma harmonia!

Nos campos, nos jardins, a Natureza,
Nas cores mais variadas, matizada,
Numa visão da mais rara beleza!

Uma flor também chora se é cortada…
Tem vida , mas exposta e indefesa,
Embelezando a beira de uma estrada!...

José Manuel Cabrita Neves


segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

ENCONTROS DE AMOR

Começa com um vago olhar,
Depois o amor, os desejos,
A entrega, o prazer...

Com a lua surgindo tímida,
O céu orgulhando-se das
Estrelas segredando idílios.

É nessa hora que os exageros
São bem -vindos...
Tudo é mais lindo e poético,

Quando um inesperado amor
Surge, numa aurora de sonhos,
E se torna numa doce realidade,

De anjos cantando para nós, as
Primaveris metáforas de amor,
Unindo cravos e rosas, no mesmo jardim!

Vanuza Couto Alves


GOSTO DO SILÊNCIO

Eu gosto do silêncio dos teus passos,
quando entras no meu peito, em fim da tarde,
voos das andorinhas, são escassos…
e antecedem a noite, a escuridade.

São de ouro os teus silêncios nos espaços
Se comigo os partilhas, sem alarde…
Venturas que me dás, em teus abraços,
e envolvem o mundo em imensidade.

E o tempo corre louco e mais veloz,
que o rio que se entrega à sua foz,
urdindo uma paixão nobre e sonante.

Silêncios são poemas, liberdades,
Outonos nos meus dias, fins de tardes,
desvelos, nostalgia…, que é constante.

Manuel Manços



BATIDAS DO CORAÇÃO

Controlo a respiração
Estou a escrever poesia.
As batidas do coração
Estão em perfeita sintonia

Sou meu primeiro leitor
Dos versos que vou escrevendo
Em todos coloco amor
Mas muitos, só eu entendo.

Estou a respirar poesia
Por todos poros da pele.
O que me dá muita alegria,
Cada verso a outro impele.

Em nada me faz inveja
O que leio das poesias.
Em qualquer lugar que eu esteja
Escrevo as minhas fantasias.

Assim conto as batidas
Que dá o meu coração
A cada verso mais sentidas
Para minha consolação.

Espero escrever todos os dias
Desde que haja inspiração
Todas as minhas poesias
Vêm do meu coração.

Já não guardo os meus versos
No fundo duma gaveta
Muitos lá foram dispersos
Tal como o papel e a caneta.

Tudo aquilo que se escreve
Hoje é mais fácil guardar
Se não estiver como deve
Também é fácil de emendar.

Um dia conto sair
De dentro dos bastidores
Por um livro a sobressair
Na mesa dos meus leitores.

Joaquim Barbosa


Brumas

Meu coração no tempo chora
não posso controlar.
sinto-me perdida de caminhos
onde agora estou a trilhar?

Sinto na pele o abandono
do que me é desconhecido
- febril momento de agonia muda -
permissão não concedida pelo destino.

Talvez, em alguma encruzilhada,
encontre coisas vivas, alegres,
coisas raras que me enganem da dor.

Talvez seguindo pelo tempo nebuloso
me encontre…
densa pelos vales verdes
tendo a noite por companheira.

Ah, impregnada paixão
ânsia dentro de mim...
abre seus braços entre as flores do mundo
e renovarei o coração
o palpitar da languidez
que transmita meu próprio olhar!

Sulamita Ferreira Teixeira


CELEBRAÇÃO

Eu preciso muito mais que só respirar
Eu preciso ser feliz, eu preciso viver
Para meus sonhos realizar

Eu necessito muito mais que tocar
Eu preciso sentir com a alma a
Alegria de ser amada!

Eu quero fazer muito mais que ler e escrever
Eu quero ter a sensibilidade para também absolver!

Eu quero muito mais que um simples olhar
Eu quero ter a percepção de tudo observar!

Eu quero muito mais que só escutar
Eu quero ter o Dom de ouvir e compreender Deus comigo falar!

Eu não quero só viver uma comemoração
Eu quero sim, fazer da minha vida uma constante celebração!

Paulina Rodrigues


domingo, 5 de janeiro de 2014

NA VOZ QUE ME CHAMA…
(Dedicado à minha Mãe….pelo seu aniversário)

Na voz que me chama,
Desperto os sentidos para a alegria constante…
Do teu caminho embarquei em jeito triunfante,
Deixei para trás o frio que a distância tornou distante,
Fiz do teu nome os braços que me aclama.

Na voz que me chama,
Colori o espaço que a saudade não soube reclamar…
Pisei a terra moldei a imaginação ao te olhar,
Do nosso amor ficou o sorriso que me fez corar,
E o silêncio vislumbra o meu programa.

Na voz que me chama,
Idealizar o tempo infinito dos teus sábios momentos…
Conhecer as intempéries que abalaram tormentos,
Herdar os teus sonhos e construir mais duzentos,
Sentir o teu amor e vesti-lo da rama.

JOSÉ MIGUEL ARAÚJO