segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

Brumas

Meu coração no tempo chora
não posso controlar.
sinto-me perdida de caminhos
onde agora estou a trilhar?

Sinto na pele o abandono
do que me é desconhecido
- febril momento de agonia muda -
permissão não concedida pelo destino.

Talvez, em alguma encruzilhada,
encontre coisas vivas, alegres,
coisas raras que me enganem da dor.

Talvez seguindo pelo tempo nebuloso
me encontre…
densa pelos vales verdes
tendo a noite por companheira.

Ah, impregnada paixão
ânsia dentro de mim...
abre seus braços entre as flores do mundo
e renovarei o coração
o palpitar da languidez
que transmita meu próprio olhar!

Sulamita Ferreira Teixeira


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