GOSTO DO SILÊNCIO
Eu gosto do silêncio dos teus passos,
quando entras no meu peito, em fim da tarde,
voos das andorinhas, são escassos…
e antecedem a noite, a escuridade.
São de ouro os teus silêncios nos espaços
Se comigo os partilhas, sem alarde…
Venturas que me dás, em teus abraços,
e envolvem o mundo em imensidade.
E o tempo corre louco e mais veloz,
que o rio que se entrega à sua foz,
urdindo uma paixão nobre e sonante.
Silêncios são poemas, liberdades,
Outonos nos meus dias, fins de tardes,
desvelos, nostalgia…, que é constante.
Manuel Manços


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