domingo, 21 de julho de 2013

TE AMO!

Te amo!
Quero morder os teus lábios!
Cultuando teu amor!
Amando teus magníficos detalhes!
Deixa, desliza, beija!
Te amo!
Acorrentada ao teu corpo!
Escrava obediente...
Dos teus, desejos e delírios!
Sobretudo, te amo!
Te amo!
O tempo fortaleceu!
Cada segundo restabeleceu...
Este amor singular!
A paixão de te amar!
Te amo!
Inspiração dos meus muitos sorrisos!
Festa das minhas incontidas emoções!
Cega, os meus olhos...
Em cada segundo!
Te amo!

Juliani Rosendo
 
SONO AUSENTE AMOR PRESENTE

Sono este perdido, roubado p'lo meu amor ciumento,
Que de mim tomou conta e me fez seu prisioneiro,
Antes amar nas fantasias do sonho com meu amor,
Do que dormir num sono profundo, no travesseiro.

Troquei as voltas ao sono, com os beijos do meu amor,
Esqueci o repouso do meu sono, fiquei com outro sabor,
O mel dos lábios que beijei, húmidos e febris de anseios,
Perdi o sono, preferi o corpo do meu amor e seus seios.

Já não sei nem quero dormir, o amor tomou de mim conta,
Envolvi-me com ele no meu leito, até ao romper da manhã,
Acordei, já o sol subira alto e eu eternamente apaixonado,
Não consegui dormir mais, fiquei p'lo meu amor aprisionado.

Ruy Serrano, 
 
Infortúnio.
20/09/96.

Triste e abandonado na solidão do “eu”,
...com suas mãos o plebeu,
Como muitos resolveu,
Não ser mais cristão.

Do rosário abandonado,
De contas de dedicação;
Nasceu o ódio e a inveja.
E em seu coração viceja;
A cruel desilusão.

Homens famintos,
De luzes apagadas,
E de pensamentos estreitos;
Circula em curso ao seu redor.
Antigos magnatas despercebidos,
Forma o núcleo de indivíduos,
Da vã e utópica,
Da pior e ludibriosa filosofia do fracasso.

Abraços e apertos de mãos.
Nos intervalos,
Do gargalo da garrafa de aguardente.
Sem regalo,
Cada qual vive a paixão,
Para acabar inerte num caixão;
Um triste fim,
Da vida de indigente.

Jorge Cândido.
 
A PALAVRA E O POEMA!

Cinzelo a palavra como se fosse pedreiro
e na arte da esculpir o poema,
deparo a mesma dificuldade do lavrador
que planta o vinho e semeia o pão,
mas não é do corpo a preocupação,
porque este tem os dias contados
e quando se finar, ficará a palavra
(a)colhida com amor
e guardada no coração.

De nada adiante carregar negreiro
com letras, rimas e versos,
se escravo navega igual dificuldade
e seu remo não lavra a palavra
como arado na roça. Então, apelo
a Sta Bárbara que me envie raio
que ilumine o poema que lavro na pedra.

Cantaremos oh sanas nas alturas
e beberemos vinho de palma,
eu e meu escravo, que tratou da vinha
e colheu ramo de oliveira
que imortaliza o poema.

Então, seremos livres: eu para enterrar
o meu corpo e deixar o poema respirar;
o escravo, para beber o poema
ébrio de alegria
e a palavra liberdade soltar!

Angelino Santos Silva

TENHO SAUDADES

Tenho saudades
Das saudades que já tive
De quando andava
Em busca da felicidade
Daqueles lugares
Onde queria estar e nunca estive
Sempre na esperança
De te encontrar pela verdade.
Foram mudando
As ideias na minha mente!
Novos caminhos
Ao virar de cada esquina…
Recordo ainda
Qual foi a mais bela semente
Já tão mulher,
Mas para mim, eras ainda, tão menina.
Corri o mundo
Procurei sem encontrar
Voltei tão só
E só me restou a saudade
Daqueles momentos
Em que a vontade de ficar
Era mais forte
Que a premente ansiedade.

Joaquim Barbosa
 

sábado, 20 de julho de 2013

Tempos vividos…

Há sempre uma primeira vez
Para tudo o que há na vida
Ultrapassados os porquês
Vem a vez, dela ser sentida
Ai vida porque és assim
Ou assim terás que ser
Que ninguém me diga a mim
Que no fim não tem prazer
Tenho prazer a todo o momento
E do passado também
Sou um homem de todo o tempo
Quando a vida é o meu bem
É um bem que respeito
Perante seja quem for
Desculpai lá este mau jeito
Mas é assim que dou amor
Amo tudo na natureza
E por ela tenho respeito
Reconheço toda a beleza
Num corpo que não tem jeito
Ele há coisas que são diferentes
Mas diferentes para melhor
E há olhares de tão ausentes
Que não sentem esse amor
Ficam comigo admirados
Pela minha maneira de ser
Às vezes os olhos chorados
São sinónimos de muito querer

Armindo Loureiro
 
KITANDEIRA DE ANGOLA

Nos seios que escondes
debaixo do teu quimone
alimentaste os filhos teus
aqueles por quem respondes
e também os de algum "camone"
cuja mulher não alimentou os seus.

Nas coxas fartas e roliças
que guardas nos panos que te vestem
há a força das caminhadas
e os mil desejos que atiças
com a sensualidade de que se revestem
tornando-as desejadas.

Há um doce brilho no teu olhar
e também certa tristeza
mesclada com alegria
figura que não me canso de lembrar
devido à tua beleza
pejada de fascinante magia.

És kitandeira de Angola
e ofereces com as duas mãos
a beleza de frutos maduros
que eu guardo na sacola
por terem os sabores tão sãos
dos desejos mais seguros.