quarta-feira, 2 de outubro de 2013
“ Teimosia “
Sou caminhante dos meus passos
Sou matéria que aos poucos voa
Sou esquecida nos meus embaraços
Sou viva em tudo que respiro
Tenho o segredo que te inspira
Tenho um infinito que brilha
Nos olhos escondidos da noite
Nos sentidos que abraçam o dia
Do estalar na chama do silêncio
Do crepitar no som do amor
Bebo o gosto da tua saudade
Afago o pensamento da tua visão
Que alimenta este meu ser
E descanso nesta minha teimosia.
~~ De: - Elisabete Bernardo ~~
A MINHA OBRA PRIMA
A minha obra prima
não passa de linhas sem nexo
onde há o meu sorriso
e o meu olhar do nada...
A minha obra prima
não deixa de ser bela
(sem no entanto ter beleza)!
São linhas, traços, rabiscos,
o meu "eu" e o meu esforço!
A minha vida contém
(e está contida)...
... nesta simples obra prima...
De Maria La-Salete Sá
FACA DE DOIS GUMES.
SONHO E SINTO,
ENTRANDO NO SEU INTIMO.
COM OS OLHOS FECHADOS VEJO,
COMO É DOCE O SEU DESEJO.
SUAVEMENTE A TE BEIJAR SINTO TEU ARREPIO.
SUA PELE DANDO BOLHAS DE CALAFRIO.
COMO NEGAR ESTE AMOR,
COMO SUFOCAR ESTA PAIXÃO.
COMO APAGAR ESTE CALOR,
QUE QUEIMA NO ME E NO SEU CORAÇÃO.
E ESTE FOGO FAZ EM UM SÓ INSTANTE,
O NOSSO AMOR TER MAIS BRILHO QUE O PRÓPRIO DIAMANTE
COMO VOCÊ PODE NEGAR,
COMO VOCÊ PODE FINGIR.
SE OQUE MAIS VOCÊ QUER É ME AMAR.
O QUE MAIS VOCÊ DESEJA É QUE EU ESTEJA AI.
E VIVE TRANCA EM SEU QUARTO.
ABRAÇANDO MINHA FOTO NO PORTA RETRATO.
NÃO JOGUE TUDO PRO AR,
PORQUÊ ESTE AMOR NÃO É LIXO.
POIS SEM MIM NÃO SABE FICAR,
E VOCÊ É TUDO QUE EU PRECISO.
VOCÊ NÃO IRÁ ENCONTRAR,
UM AMOR MAIOR QUE ESTE QUE TENHO PRA LHE DAR.
SEI QUE QUANDO A NOITE CAI,
O SEU CORAÇÃO FICA APERTADO.
A SAUDADE DO PEITO NÃO SAI.
O MEDO DE SE ENTREGAR É SEU MAIOR PECADO.
E SEU ORGULHO É UMA FACA DE DOIS GUMES.
QUE NUMA SÓ PUNHALADA FAZ UMA DEVASTAÇÃO.
SEPARANDO TUDO QUE NOS UNE.
MATANDO DE UMA SÓ VEZ, O SEU E O MEU CORAÇÃO.
MARCO CASAGRANDE.
Idoso Sim! Com Muito Orgulho!
Sou idoso com orgulho
Ainda posso fazer barulho
Não é atividade jogar baralho
Tenho força ainda muito malho
Posso ser longevo como o carvalho
Sou delicado como a gota de orvalho
Raramente em minha previsão eu falho
Se me aborrecem logo eu respondo e ralho
Sou vaidoso, me acho muito lindo no espelho
Consulto o passado quando preciso de conselho
Por favor, não meta em minha vida o seu bedelho
Sei meus limites foi com sabedoria que fiquei velho
Com inteligência mental desenvolvo meu trabalho
Possuo longa vivência sou conhecedor de cada atalho
A cada dia, mais e mais, capacidade mental eu amealho
Sei meu valor não me subestime, eu não sou quebra galho
Sei usar para as quatro estações o devido agasalho
Eu tenho muitas rugas e o meu cabelo já está grisalho
Sigo com muita retidão minha trajetória, não lhe atrapalho
Sinto-me útil, tenho autoanálise, jamais serei um penduricalho!
terça-feira, 1 de outubro de 2013
Página de um livro!
Falava de sentimentos ébrios este livro que ao cair no
soalho da sala,se abriu na página mais quente e
ousada.
Li, reli…e achei aquilo que procurava dizer-te,nessa manhã cinzenta, onde a chuva batia de prazer na vidraça da janela.
E no agitar dos meus sonhos procurei enganar a memória e então comecei a sonhar acordada.
Sim, porque acordados também sonhamos e nesse momento de fantasia
nasceram emoções que atravessaram a fronteira do imaginário…e
viajei…viajei através da magia que minha alma sentia.
E vi sorrisos, vi lagos dentro dos teus olhos, vulcões em erupção, incêndios de paixão nossos corpos em ebulição.
O vento soprava forte e arrastava as folhas do jardim que faziam um
bailado em pirueta no ar voando para outros lugares e a chuva mais
grossa e chorosa, caía sobre a terra por ela enlameada.
Decidi
então, deixar o livro aberto na página, onde tinha lido o texto, para
que pudesses tu próprio ler, sem que eu te anunciasse o que pretendia
falar.
Desmaiaram sobre ele duas rosas brancas, perfumadas e orvalhadas!
Alda Melro.
independentemente, vivo...
No decorrer de meus quereres
viabilizo um curso livre,
onde o rio dos meus cantares,
possa ter totalmente livres, suas corredeiras.
São vontades inteiras,
que passeiam pelos ares,
dos ambientes onde bailo...
Estar em consenso no todo,
eis o ai quê, confesso, afiro-me.
Não quero mais depender de fluídos outros.
Quero ser-me,
como quando antes, era.
Reconhecer-me bem entre as flores,
que embelezam a primavera.
Saber-me aquecer de modo terno,
no frio que me abarca
durante o inverno.
Eu sonho, independente dos que sonham,
Eu canto, independente dos que não cantam...
josemir(aolongo...)
Josemir Tadeu Souza
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