Página de um livro!
Falava de sentimentos ébrios este livro que ao cair no
soalho da sala,se abriu na página mais quente e
ousada.
Li, reli…e achei aquilo que procurava dizer-te,nessa manhã cinzenta, onde a chuva batia de prazer na vidraça da janela.
E no agitar dos meus sonhos procurei enganar a memória e então comecei a sonhar acordada.
Sim, porque acordados também sonhamos e nesse momento de fantasia
nasceram emoções que atravessaram a fronteira do imaginário…e
viajei…viajei através da magia que minha alma sentia.
E vi sorrisos, vi lagos dentro dos teus olhos, vulcões em erupção, incêndios de paixão nossos corpos em ebulição.
O vento soprava forte e arrastava as folhas do jardim que faziam um
bailado em pirueta no ar voando para outros lugares e a chuva mais
grossa e chorosa, caía sobre a terra por ela enlameada.
Decidi
então, deixar o livro aberto na página, onde tinha lido o texto, para
que pudesses tu próprio ler, sem que eu te anunciasse o que pretendia
falar.
Desmaiaram sobre ele duas rosas brancas, perfumadas e orvalhadas!
Alda Melro.

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