domingo, 1 de setembro de 2013

Quem é essa brisa,que vem lambendo meu corpo
despertando-me arrepios sussurrando em mim?!

Quem?! diga-me seu nome te imploro querida!

Quem és, que enche-me a vida de flores sortidas
perfumes de órion, e estrelas coloridas?!

Quem és tú, Criatura, que cura minha fissura
que tira-me o azar e lança ao Quasar
fazendo tilintar eflúvios d’cores de se admirar?!!

Quem és?! quem és ,formosos pés que caminha
em mim deslisando suave feito cetim?!!

Quem és, que desperta em mim urros galáticos
que me faz viajar lunático,a pentear caldas de cometas?!!

Quem és,Essência das vozes das ninfetas
voz adocicada,delicada,que voa colorindo
e encantando como as borboletas?!!

Quem és tú, que me livra do amargo
que me adocica com sussurros sem embargo
que me leva ao céu e me deixa exausto,nubívago,
contando estrelas na estrada de santiago?!!

És tú, a flôr que encantará a lua com esta tez nua
que tressua sob meus versos aquecendo o univero...

Sim, és tu,minha musa, da voz de cicio vento,
meu acalento,de atavios rúbidos que conversam
com a beleza do teu rosto, poemas e canções...
canções que me levam a viajar no teu luar,
no teu sonhar...

M. corredor
 

NO MEU CORAÇÃO
Está a razão dos meus
Perolados sorrisos de
Felicidade por ser bem
Amada, é um terno sentir
Que revelo, quando os
Lampejos dos meus olhos
Alcançam os teus,

Nas alvoradas de desejos,
Como raras prendas de
Amor, presas ao meu
Coração, são mimos
Preciosos dos carinhos
Que me fazes, nas noites
De perolados luares, de um
Céu que não se esconde para
Nós dois...
- Dou-te graças, amor, por existires!

Vanuza Couto Alves
 
Pausa

Nas margens deste rio,estendo meu corpo
Deixo a água da sabedoria
Enriquecer este vendaval de ossos
E nas articulações descubro harmonia

Nos gestos e rituais ensolarados
Meus humoes quedam-se,ficam pasmados

Uma nesga de amor provém dum raio solar
Interstícios de existir,vocabulário novo a esvoaçar.

Qual gaivota,voando de espanto,o mar
Enche meu ser de estrelas e sonhos até ao canto lunar.

Silêncio e Pausa,quebra-se o impetuoso desdém
Na vida,nos mitos e poemas eles saciam-se e falam deste além.

O silêncio redime-nos,expurga-nos a violência
Seremos imortais com liberdade,sonho e tolerância.

De Silêncio e Paz
Tudo se faz.

Agostinho Borges de Carvalho
 
OUTRO MUNDO POSSÍVEL

É possível, sim, se tu não fores omisso,
Se fizeres crível, ficará tangível e visível,
Se tu tentares trilhar o caminho do bem
Com que de melhor sabes, podes e tens,
Se tentares equilibrar a hora de brincar e
A de trabalhar, se fortificares a sabedoria
Da humildade e fragilizares a da vaidade,
Se ao invés de invejares tentares copiar,
Se tu tiveres coragem nas adversidades e
Não mentires e te omitires como covarde,
Se associares amar a doar, se priorizares
Ser a ter, se mais abrigares que obrigares,
Se mais tu agradeceres do que solicitares,
Se muito mais auxiliares do que criticares,
Se compartilhares mais do que ocultares,
Se preferires libertar a encarcerar e, ainda
Se observares que não há problema de pé,
Para quem tem um grande Deus na sua fé!
 
Guria da Poesia Gaúcha
 
 
 
Na minha língua
O doce sabor do beijo
Molhado
Intenso
Arrepiado o corpo
Rendido ao prazer
De te despir...vestir...ter
Pele beija pele
Poros que são flores noturnas
Que se abrem ao toque...
Absorvem o calor
Exalam o cheiro do amor
Na minha língua
A tua
Línguas que se abraçam
Coxas que se entregam
aos dedos que por elas passam
Curvados os desejos
Aos encantos dos gemidos
Sem terminarem os beijos
Nos corpos que dançam
Despidos de nada
Vestidos de tudo
Paixões que se enlaçam
Desejo que embala
A melodia sem escala
No meu corpo mudo
Voz quente que se cala
Gemido abafado
Num amar imenso
Sem tempo...
(Cris Anvago)
 
Sem regresso

Saio
Encontro multidão
Ouço gritos
Sinto olhares
Corro
Tropeço
Sinto dor
O peito aperta
Esmaga-se a alma
Fico fria
Sem regresso
Perdida
Transparente
Vejo luz
Uma estrela
Um tapete
Uma mão
Tenho frio
Muito frio
Sem corpo
Com alma
Com caminho
Sem regresso !!!

Paula Mendes
 
 
O AMOR E A DISTÂNCIA

Sai do meu peito um ai dilacerante,
Vindo do coração, frágil, sangrando…
Clamando o teu amor, que ora distante,
Pressinto que se está aproximando…

O meu olhar, por ti, lacrimejante,
Numa saudade imensa, recordando:
Momentos de alegria estonteante,
Das sensações vividas nos amando!...

Com o passar do tempo, o amor aumenta!
Com a distância aumenta-me o desejo:
De sentir o teu corpo que me alenta!

Em pensamento te amo e te cortejo,
Paixão que os meus sonhos alimenta,
Até ao despertar de um longo beijo!...

Por: José Manuel Cabrita Neves