quinta-feira, 7 de novembro de 2013


UM SONETO SEM DOÇURA

Amor/solidão sempre no rosto bem aceso
Esperança que se esvai no passar do dia
Dor que se solta na ausência de alegria
E tudo que se sonhou permanecendo preso

Já não escuto a sua voz , antiga sinfonia
Somente do mundo a girar todo o desprezo
Cordão da vida perto de romper-se , teso 
De ansiedade que destrói toda a euforia

E eu , no porão do gueto sem saída
Dilacerado pela dor , pela tristeza
Da vida em branco vazia e corroída

Seguir em frente na cruel aspereza
Prantear a canção hoje perdida
Viver na desesperança , única certeza

- Bruno Junger Mafra -


Nenhum comentário: