UM SONETO SEM DOÇURA
Amor/solidão sempre no rosto bem aceso
Esperança que se esvai no passar do dia
Dor que se solta na ausência de alegria
E tudo que se sonhou permanecendo preso
Já não escuto a sua voz , antiga sinfonia
Somente do mundo a girar todo o desprezo
Cordão da vida perto de romper-se , teso
De ansiedade que destrói toda a euforia
E eu , no porão do gueto sem saída
Dilacerado pela dor , pela tristeza
Da vida em branco vazia e corroída
Seguir em frente na cruel aspereza
Prantear a canção hoje perdida
Viver na desesperança , única certeza
- Bruno Junger Mafra -
Amor/solidão sempre no rosto bem aceso
Esperança que se esvai no passar do dia
Dor que se solta na ausência de alegria
E tudo que se sonhou permanecendo preso
Já não escuto a sua voz , antiga sinfonia
Somente do mundo a girar todo o desprezo
Cordão da vida perto de romper-se , teso
De ansiedade que destrói toda a euforia
E eu , no porão do gueto sem saída
Dilacerado pela dor , pela tristeza
Da vida em branco vazia e corroída
Seguir em frente na cruel aspereza
Prantear a canção hoje perdida
Viver na desesperança , única certeza
- Bruno Junger Mafra -


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