Mundo de cegos
Abri a janela para te espreitar
pintaste meu rosto
misturaste tuas gotas
frias, mortas, ventosas
nas janelas da minha alma
esta alma cansada de viver… de lutar!
Luto para sorrir…
luto para fingir que estou bem
luto para sentir que sou precisa
neste mundo que não é de ninguém!
Olhos que olham
sem me verem…
cegos…estão cegos!
E tu chuva que em prantos
derramas tuas lágrimas sobre
os lençóis da terra
alguém te vê?
Alguém sabe porque cais
prateada e gélida?
Desmaias sobre um chão plúmbeo
e morres ensopando
o leito deste jardim de cegos!
Alda Melro.
Abri a janela para te espreitar
pintaste meu rosto
misturaste tuas gotas
frias, mortas, ventosas
nas janelas da minha alma
esta alma cansada de viver… de lutar!
Luto para sorrir…
luto para fingir que estou bem
luto para sentir que sou precisa
neste mundo que não é de ninguém!
Olhos que olham
sem me verem…
cegos…estão cegos!
E tu chuva que em prantos
derramas tuas lágrimas sobre
os lençóis da terra
alguém te vê?
Alguém sabe porque cais
prateada e gélida?
Desmaias sobre um chão plúmbeo
e morres ensopando
o leito deste jardim de cegos!
Alda Melro.


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