sexta-feira, 1 de novembro de 2013

MAR E A AREIA DE MÃOS DADAS

O Mar é imenso
A areia o Persegue
É o Forte dele
Com ela se enrosca
E brincam em segredo
Contam-se Histórias
Riem-se sozinhos
A brisa se espalha causa a felicidade
A melodia em silêncio
Esvoaça no dia
A noite mas sempre tudo em segredo
O Mar
É esse Mar atrevido
Onde todos passam horas inesquecíveis
Acorda-se pela manhã tudo já é real
Porque na noite vive-se sonhos
E com o mar todos vibramos
Meu corpo procura o dele
Só ele me faz voar os sonhos
Sem desapego
As caricias inconfundíveis
Vem a areia cheia de ciume nos atira pedrinhas
As algas elas são meiguinhas
Nos enlaçam com seu jeitinho
O Mar e a Areia de mãos dadas vivem sorrindo
Felizes nos apreciam
E pensam lá vem os poetas
Nos traduzindo
E sonham felizes
A mente se abre
O coração aconchega
E vivem eles
Esses pobres idiotas
Sorrindo
Ou
Tristes


MARIA FERNANDES


GOSTO DE TI…

Gosto de ti,
Das palavras que tentam manter o meu coração…
Como um sopro que dá ritmo à minha admiração,
Em viagens que manifestam o amor pela ilusão,
E são no fundo regras que aprendi.

Gosto de ti,
Da paz que o teu nome trouxe à minha fantasia…
Ofuscou o tempo que abraça a minha alegria,
Em versos que o desejo raiou ao sabor da magia,
Elos da alma que em ti vivi.

Gosto de ti,
Da loucura que brota do peito da tua imaginação…
Dos ecos que a imagem lívida te penetra na solidão,
Dos momentos que se anteciparam à desilusão,
Do amor em gestos que por ti exprimi.

JOSÉ MIGUEL ARAÚJO


“OS ANOS PASSAM, O AMOR NÃO”

Terá sido à grande Natureza?
Ou então às ondas do mar,
Que tu querida lindeza,
Por mim foste perguntar?

Estou aqui amor! A questionar
Quem te deu tal encanto assim!
A uma bruxa feiticeira fui perguntar
Porque ainda me encantas a mim!

Já passou muito tempo de sedução!
Tempo que o corpo nos envelhece;
Mas as nossas almas se ataram

Com tanta adoração, que até parece
Que em nós dois, pulsa um só coração,
Após tantos anos que já passaram!

Alfredo Costa Pereira


Como Será Amanhã

É um tempo de saudade
de não ser.
É um tempo de saudade
que não foi
e é isso que dói.

é um travo amargo , esta saudade
que rói as raparigas.
A cidade tem outro rosto
- de piedade.
E as suas gentes já não têm cantigas.
Porque nós amámos, lutámos e morremos.
Já não estaremos cá.
Amanhã o vento passará
varrendo as ruas da cidade
e batendo nas janelas
das casas vestidas de luto
e não há margaridas sobre a mesa.

Paula Amaro


NÃO PENSAR EM VOCÊ...

Estou aqui tentando...
Não pensar em você!
Despejar meu pensamento
E esse tanto querer
Pras bandas do esquecimento
Até, quem sabe eu consiga
Ser feliz, viver em paz
Com harmonia, liberdade
Onde intolerância se desfaz
Sem ser coagido todo momento!

Quero agora doravante
Sonhar uma nova realidade
E que seja apenas você
Do meu amor coadjuvante
Esquecer você pra sempre
Outro tempo ver começar
Num passado irrelevante
Ver surgir um novo caminhar
E de uma vez por todas
Desistir dessa loucura
De ter você ao meu lado
Pra poder sorrir, respirar!

Genésio Cavalcanti 


O L A M P I Ã O

Quando está para mudar a estação,

Nas noites estreladas, vê-se as bruxas 
A voar, em volta do lampião
Querendo se esquentar,
É o inverno que está para chegar,
A renovação da vida elas estão
A demonstrar. Contei esta estória
Várias vezes, chamaram-me de louco,
Só sei que a poesia que está no ar
Para os incrédulos, com superstição
É um devaneio, e não vêem o pouco
De beleza que a natureza, está a demonstrar.
Pois bruxas, também é o nome
Que as mariposas costumam levar,
E todo problema surge em interpretar
Apenas, o significado de um nome.

Autor: Francisco Francisco-Tito Mellão Laraya


MAGIA DE BRUXA

Tremulo as mãos, que ao vento em vão tateiam

Buscando a luz dos céus imaginários,

Que posto o vulto de meu ser vagueia

Nos focos tênues e servis dos candelabros.

Guardo em mil chaves tua doce presença

Com longínquos acenos legendários

No cofre compungido da ausência

Que traduz aos magos meus pecados.

Aqui e no ar, me faço bruxa e sigo o sol

Trazendo da fonte o som manso e esguio,

Estraçalho o logaritmo do arrebol

E enterneço o Deus do amor em que me guio.

Traço no bojo da lua o teu perfil,

E silencio os sinos, calando a voz dos campanários

Ergo a fronte transpassada por um fio,

Para ligar em mim teus sonhos transviados.

Sopro magia no afã da noite escura

E colho pirilampos cozendo a luz ao facho.

Pra mitigar minha fome de loucura

Afogo as mágoas no fundo do riacho.

Em cada borboleta concebida,

Escrevo nas asas das ninfas azuladas,

Pra nunca mais de ti ser esquecida,

Grito teu nome nas noites clareadas;

Pregando o amor em faces calculadas

Enterro em versos esta dor

( ROSE AROUCK)