MAGIA DE BRUXA
Tremulo as mãos, que ao vento em vão tateiam
Buscando a luz dos céus imaginários,
Que posto o vulto de meu ser vagueia
Nos focos tênues e servis dos candelabros.
Guardo em mil chaves tua doce presença
Com longínquos acenos legendários
No cofre compungido da ausência
Que traduz aos magos meus pecados.
Aqui e no ar, me faço bruxa e sigo o sol
Trazendo da fonte o som manso e esguio,
Estraçalho o logaritmo do arrebol
E enterneço o Deus do amor em que me guio.
Traço no bojo da lua o teu perfil,
E silencio os sinos, calando a voz dos campanários
Ergo a fronte transpassada por um fio,
Para ligar em mim teus sonhos transviados.
Sopro magia no afã da noite escura
E colho pirilampos cozendo a luz ao facho.
Pra mitigar minha fome de loucura
Afogo as mágoas no fundo do riacho.
Em cada borboleta concebida,
Escrevo nas asas das ninfas azuladas,
Pra nunca mais de ti ser esquecida,
Grito teu nome nas noites clareadas;
Pregando o amor em faces calculadas
Enterro em versos esta dor
Tremulo as mãos, que ao vento em vão tateiam
Buscando a luz dos céus imaginários,
Que posto o vulto de meu ser vagueia
Nos focos tênues e servis dos candelabros.
Guardo em mil chaves tua doce presença
Com longínquos acenos legendários
No cofre compungido da ausência
Que traduz aos magos meus pecados.
Aqui e no ar, me faço bruxa e sigo o sol
Trazendo da fonte o som manso e esguio,
Estraçalho o logaritmo do arrebol
E enterneço o Deus do amor em que me guio.
Traço no bojo da lua o teu perfil,
E silencio os sinos, calando a voz dos campanários
Ergo a fronte transpassada por um fio,
Para ligar em mim teus sonhos transviados.
Sopro magia no afã da noite escura
E colho pirilampos cozendo a luz ao facho.
Pra mitigar minha fome de loucura
Afogo as mágoas no fundo do riacho.
Em cada borboleta concebida,
Escrevo nas asas das ninfas azuladas,
Pra nunca mais de ti ser esquecida,
Grito teu nome nas noites clareadas;
Pregando o amor em faces calculadas
Enterro em versos esta dor
( ROSE AROUCK)


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