sexta-feira, 1 de novembro de 2013

MAGIA DE BRUXA

Tremulo as mãos, que ao vento em vão tateiam

Buscando a luz dos céus imaginários,

Que posto o vulto de meu ser vagueia

Nos focos tênues e servis dos candelabros.

Guardo em mil chaves tua doce presença

Com longínquos acenos legendários

No cofre compungido da ausência

Que traduz aos magos meus pecados.

Aqui e no ar, me faço bruxa e sigo o sol

Trazendo da fonte o som manso e esguio,

Estraçalho o logaritmo do arrebol

E enterneço o Deus do amor em que me guio.

Traço no bojo da lua o teu perfil,

E silencio os sinos, calando a voz dos campanários

Ergo a fronte transpassada por um fio,

Para ligar em mim teus sonhos transviados.

Sopro magia no afã da noite escura

E colho pirilampos cozendo a luz ao facho.

Pra mitigar minha fome de loucura

Afogo as mágoas no fundo do riacho.

Em cada borboleta concebida,

Escrevo nas asas das ninfas azuladas,

Pra nunca mais de ti ser esquecida,

Grito teu nome nas noites clareadas;

Pregando o amor em faces calculadas

Enterro em versos esta dor

( ROSE AROUCK) 


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