quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

Tempo fugidio

O tempo calçou as botas
Da imensidão do Universo
E qual cavalo em fúria,
Percorreu caminhos e atalhos
Perdidos nas torrentes
Das colinas
Escondidas pelo vento,
Que teima em soçobrar
As ramagens das árvores
Não se arreda por nada
Nem ninguém...
Não tenho tempo
Para o tempo,
E ele para mim
Tem todo o tempo
No tempo!

Alda Melro.
 

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