terça-feira, 3 de dezembro de 2013

AMOR NO AR

Amor no ar e eu jamais repleto
Sempre a falta do tudo nunca dito
Sempre a ausência do nada abjeto
Sempre a presença do gesto no infinito

Amor no ar sempre o mesmo objeto
Crucial busca terminada em grito
Terminal sonho vazio e incompleto
Prece inútil , sempre o mesmo rito

E é na ilusão de amar que resistimos
Feito as palavras bailando no vazio
Sempre o jamais naquilo que pedimos

Fica então o rastro de indizível navio
Em cuja rota a toda hora nos ferimos :
Amor no ar - sempre o mesmo frio

Bruno Junger Mafra


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