terça-feira, 17 de dezembro de 2013

GRITOS

no ventre da noite 
os gritos
não são de amor
são de dor 
que se espalham em silêncio pelos quartos 

sequóias seculares
suportam as palavras 
que se cobrem de verdade 
e no gesto despem-se da nudez 
com instintos de luz

rompe-se silenciosamente a escuridão 
com cânticos longínquos mas belos
cantando a imensidão
que se dispersou no firmamento

adormece o mar e as flores
descansam as sombras das montanhas
as estrelas resplandecem por amor 
ofuscando os gritos no ventre da noite amordaçada

Por CFBB
 
(Carlos Fernando Bondoso Bondoso)
 
 

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