terça-feira, 10 de dezembro de 2013

FADIGA

É tanto o meu cansaço
Mas ainda não é hora de parar
Estende-me amor teus braços
E neles deixa-me repousar

Minhas mãos
Tem as marcas da fadiga
Fruto das explorações
A quem precisa ganhar a vida

Mas essas marcas não doem
Apenas se podem ver
Ingratas são as que cá dentro moem
E eu sem saber o que lhes fazer

São protestos
E represálias
Sem direito a manifesto
O melhor é disfarçá-las

E este meu corpo moído
Precisando descansar
Procura os teus braços, querido
Para neles poder ficar

Rosa Ferreira/tulipanegra
 

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