terça-feira, 26 de novembro de 2013

Voarás livremente

Disse que fosses sabendo-te ferido 
Admitindo que não estavas bem 
Mas meu espírito foi de leve contigo 
Se soçobrasses cansado, mais além

Querendo-te mais que tudo, ou alguém
Mas como poderia junto a mim ter?
Com tanta mágoa a sentir no teu viver
Quem quase já não podia alegre ser

Um coração cativo, não se deve afogar
Nem no peito de quem o quer acolher
Quer-se em liberdade para poder sarar
Decidir se livre quer ficar sem preso ser

Nos altos e baixos dos degraus oscilantes
Que constituem a escada por nós percorrida
Estando longe ou perto, o respeito dirige
As relações humanas, de amor e vida.

© Catarina Pinto Bastos 


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