sábado, 2 de novembro de 2013

O quarto

Eu nesse quarto fechado
sem portas do amanhã.
O quarto está escuro,
sem frestas de esperança.
Medos infinitos,
de tudo, de todos,
de mim.
Pensamentos estacionados
no vazio,
da interrogação insistente
do próximo passo,
da próxima palavra.
Vozes do lado de fora
do quarto.
O mundo gira,
as pessoas andam sem destino,
mas estão lá fora,
vendo o Sol.
E eu continuo aqui,
de olhos vendados
nesse quadrado fechado,
como um porta-retratos.

Regiana Amorim


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