sábado, 2 de novembro de 2013

A PLANÍCIE DORME

É uma hora inquieta
habitada de saudade.
no sossego das sombras
a planicie dorme
em segredo.
Sente-se o aroma intenso
das plantas e da terra
inchada de tanto silêncio
desce com a neblina
e adormece deitada na relva

O amor perplexo
augura o caos do ensejo
uma eclosão surge nas sombras
e ofusca a menina-do-olhos
pela pintura campestre
que penetra forte
a pele inflamada do rosto

Descubro o segredo
um corpo jovem diminuto
esboça no papel o seu drama
concomitantemente
escreve um poema diário,
no tempo e no espaço…

Rompe a madrugada
um novo dia desperta…

MARIA JOSÉ SARAIVA GASPAR GONÇALVES


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