quinta-feira, 24 de outubro de 2013

“Sem sol na enseada”

Venho de um além
E onde o deixei ficar!
Que eu não sei bem
Para tarde o encontrar!

Tudo era precioso…
A suave flor sorria…
O luar era airoso…
Tão simples que existia.

Tempo era de verdade
Sem sombras de passado
Era a noite e o dia…
Horas sem necessidade!

A beleza correu…
Na natureza rebelde
Com o rio que perdeu
Pela seara que venceu.

Mas o tempo esmoreceu
Sem sonho de nada…
A velha alma pereceu
Sem sol na enseada.

Elisabete Bernardo


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