PERDIDA NO VAZIO
De quase tudo
Espoliada
Ainda sou dona dos meus sonhos
A angútia uma vez
por outra:
clandestina
pungente
não me traz
a devida claridade
o ar quente sopra de véspera…
Quotidianamente
um vestígio de fogo
cheirando a pecado
rasga a noite fria
enrolada em pano linho
muito fino…
a roupa mal assenta no corpo
onde a tristeza
transfigurada
descansa
após a última vaga
de calor…
a voz sumida
extraviada
perdida no vazio
ao fundo da cama
vazia de afetos…
MARIA JOSÉ SARAIVA GASPAR GONÇALVES
De quase tudo
Espoliada
Ainda sou dona dos meus sonhos
A angútia uma vez
por outra:
clandestina
pungente
não me traz
a devida claridade
o ar quente sopra de véspera…
Quotidianamente
um vestígio de fogo
cheirando a pecado
rasga a noite fria
enrolada em pano linho
muito fino…
a roupa mal assenta no corpo
onde a tristeza
transfigurada
descansa
após a última vaga
de calor…
a voz sumida
extraviada
perdida no vazio
ao fundo da cama
vazia de afetos…
MARIA JOSÉ SARAIVA GASPAR GONÇALVES


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