Pouco ou nada sobrará de mim...
O que há de mistério na saudade?
O que há de mistério no motivo humano?
Agora, sou folha que o vento carrega...
Depois, integro a massa de inconformados...
Dias há em que parece que tenho asas
E ponho-me a voar, nunca além do limite do voo
Dos pássaros...
O que é que há comigo que temo as potestades
Do céu e as das profundezas do mar?
O que haverá de mim depois de quatro gerações?
Serei mesmo nada? Ou serei o que hoje sou: um
Pássaro cantor que só pensa paraíso?
Depois que a alma sobe tudo se acaba?
Se não e se sobrar um pouquinho de mim,
Desejo que a posteridade saiba que, apesar de tudo,
Fui muito feliz neste mundo!
(Paulo Paixão)
Nenhum comentário:
Postar um comentário