domingo, 13 de outubro de 2013

ÉS

Queria saber olhar-te só com os olhos do corpo,
mas vejo-te tão somente com os olhos da alma.
Bem tento cerrá-los, colocar-lhes vendas,
amordaçar a voz do coração,
mas tudo é em vão...
Tu não és o ser humano imperfeito
igual a todos os comuns que comigo cruzam,
não és o duro, o insensível...
Tu és. Aos olhos do corpo, aos olhos dos homens
és o comum, o vulgar, o inconstante.
Aos meus olhos (os desta alma que te quer)
és o amor, aquele que faz despertar em mim a ternura,
aquele que alterou os meus conceitos lógicos,
aquele que, onde e como for,
é perfeição de sentimentos...
Porque tu és, em suma,
toda a conjugação dos meus pensamentos
de mulher, amiga e amante,
ausente e presente,
ÉS.

De Maria La-Salete Sá 
 

Nenhum comentário: