Colhe a suavidade dos meus lábios
Quando a noite se abrir…
Acolhe os meus verbos melosos
Cândidos e carinhosos
Aqueles que sorriem
E florescem da minha garganta serena
Aqueles que aceleram
E entreabrem a tua alma inquieta.
Nas horas ávidas e cálidas
Decifra as prosas que o meu peito verte
Com inspiração pura e perfeita
Aquelas que têm o feitiço de desabrochar
Com a chegada das estrelas.
Ah! São aqueles sonhos que se desfraldam
Em noites brandas amor
São aquelas palavras profundas e com febre…
Ébrias de sol, céu aberto e inefáveis luares...
São verbos com perfume leve e ternura
Que se abrem na hora divina
Como uma flor dançante
Viçosa e pura…
Aqueles que me abraçam animados
Risonhos e sem espinhos.
Aceita a minha boca e a minha alma…
Sofre o brasido dos meus lábios doces e maduros
Bebe os meus beijos de volúpia…amor!
Desfolha dos meus lábios encantados
Verbos com aroma e cadência de Primavera
E durante a noite mística
Faz da minha boca, loucura fantasia e alvorada eterna.
Telma Estêvão
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