sexta-feira, 11 de outubro de 2013

Colhe a suavidade dos meus lábios

Quando a noite se abrir…

Acolhe os meus verbos melosos
Cândidos e carinhosos
Aqueles que sorriem
E florescem da minha garganta serena

Aqueles que aceleram
E entreabrem a tua alma inquieta.

Nas horas ávidas e cálidas
Decifra as prosas que o meu peito verte
Com inspiração pura e perfeita

Aquelas que têm o feitiço de desabrochar
Com a chegada das estrelas.

Ah! São aqueles sonhos que se desfraldam
Em noites brandas amor
São aquelas palavras profundas e com febre…

Ébrias de sol, céu aberto e inefáveis luares...

São verbos com perfume leve e ternura
Que se abrem na hora divina
Como uma flor dançante
Viçosa e pura…

Aqueles que me abraçam animados
Risonhos e sem espinhos.

Aceita a minha boca e a minha alma…

Sofre o brasido dos meus lábios doces e maduros
Bebe os meus beijos de volúpia…amor!

Desfolha dos meus lábios encantados
Verbos com aroma e cadência de Primavera

E durante a noite mística
Faz da minha boca, loucura fantasia e alvorada eterna.

Telma Estêvão
 

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