terça-feira, 6 de agosto de 2013

Luar/Mar

Atravessei inóspito estas águas.
Quis-te ver pintada no rosto
do baloiçar das ondas.
Murmurei afagos.
E nesta festa perdura
uma sadia religiosidade
de amor e
prazer.
É meu dever arvorar teu poema
no turbilhão das vozes
que correm
pela aldeia.
O religioso com a Sra .
dos Mares
inscreve-se no profano.
Buscam na noite escura
agarrar a nuvem da
liberdade
e do sonho.
Bendita sejais,
não se grita mais.
E o andor passeia
por este chão de
pescadores.
Há alegria!
Não há dores.
Da luz
vinda
do mar
se espelha
o tempo
de amar
sonhar.
Um povo que
ama o luar
aloira sua solidão.
Gera-se toda a criação
e o conforto
é sentir
com o coração
teu pulsar
e acção.

Agostinho Borges de Carvalho
 

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