segunda-feira, 5 de agosto de 2013

Estrada

Asfalto reflete,
Calor dos sonhos.
Olhos desluzidos,
Caídos, perduram a doçura.
Estéril alma,
Corta frio solitário.
Escrita inventada,
Desenho que obedece.
Viu-se amado,
Dei-lhe meu ninho.
Sou estrela,
Revestida num pobre diamante.
Sou intrusa…
Sua imagem encarcerada,
Chave que trancou,
Chama-se medo!
Cansada…
Cheguei ao fim da estrada.

  Céu Pina
 

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