Soneto do Olhar
Foi numa tarde de domingo fria, cinza
Que larguei minha espada, minha missa,
E chegue-me naquele simples e lamentoso
Birô de fantasias, melancolia, tudo vivia!
Em versos, palavras, confrarias lidas
Chorei em poesia ritmos, ritos, minha sina
De um pôr do sol calmo, colorido e sorvido
Com a graça de um olhar de amar de pecar!
Em lágrimas e sorrisos, ventos e marés
Escrevi avessos brancos e rimas idílicas
A saudade do teu olhar, do teu tocar, ais!
Na verdade quero teu beijo, carma e darma,
Teu abraço guardado na fonte no traço, da letra
Ao amor, a paixão ao verbo de então coração!
Auber Fioravante Júnior
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