“AOS MEUS FILHOS, NORA GENRO E NETOS”
Dêem-me as vossas mãos bondosas
Benditas como as vossas afirmações!
Com elas eu quero enfeitar de rosas
Os vossos grandes e belos corações…
Que saibam perdoar os meus erros
E todas as minhas fantasias de Poeta!
Procurem sim, nas curvas os segredos.
Não deixem a vida tornar-se numa reta!
Na vida verte a aurora de mãos cheias,
Com todos os seus dons! Vamos sonhar
Com o suave cantar das aves e das sereias!
Que importa se ao longe as nuvens ameaçam
Uma tempestade medonha prestes a começar?
Pode sempre acontecer que no ar se desfaçam!
Alfredo Costa Pereira
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