quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

POEMA

Com letras
Compõem o meu ser
Germino nas palavras 
Um momento de prazer
Alma encontrada no tempo
Mais que um sopro de vento
Imagem descoberta na reflexão
Olhar encontrado na imensidão
Bela miragem, ou talvez não
Sou grito de amor contado
Ou simples sonho vivido
Sou passo abandonado
Sou um papel perdido
No sentir de um poeta
Sou apenas eu
Um poema

JOSÉ VIEIRA


ME DEIXA SOLTAR MAMÃE…

Me deixa soltar, mamãe, 
Quero encontrar meu caminho,
Desejo construir meu ninho.
Me deixa soltar, mamãe,
Me estão chamando.
Não sei quem, nem onde ando.
Me deixa soltar, mamãe,
Minha vontade é maior, é cega.
Tenho medo se alguém me pega.
Me deixa soltar, mamãe,
Me arrependo do meu capricho,
Fui apanhada como um bicho.
Me deixa soltar, mamãe,
Te peço p’ra me perdoares,
Quero p’ra teus braços voltar.
Afinal minha mamãe,
Só tu queres meu bem.
Me abraça, me beija,
Me dá teu carinho,
Teu colinho.

Ruy Serrano, 


O poeta

O poeta é um louco!
Dizem alguns…
Por isso o poeta é especial!
Não é qualquer um que,
Lhe pode ser igual…
O poeta sente a doçura,
Na boca de quem o cita!
Não é qualquer…
Qu’entende sua desdita…
O poeta é sensível, apaixonado,
Sempre por algo enamorado…
O poeta tem amor nas pontas dos dedos!
E escrevendo, vai delineando seus segredos…
Ser poeta, é por vezes perder a razão!
Mas, sem nunca ferir um coração…
O poeta ama a natureza!
E com carinho respeita toda a sua beleza…

Maria Irene Frieza


Amor bonito

É o que desejo
É a vontade de sair
Sair por aí correndo
Sair dizendo
Que nos lábios dei um beijo
Na língua fiz-me sumir
No abraço… Tudo me lembro

Lembro…

Pelo teu corpo… Que é meu
Pelo teu lábio… Que é o céu
Pelos teus seios… Onde sorri
Pelo teu ventre… Onde senti

Foi no desejo… Que te chamei
Foi na vontade… Que fui levado
Saí dizendo… Que sempre te amei
Saí morrendo… Sentido amado
Beijo de amor
Língua de cor
Abraço cheio de fervor

Fervor…

Pelo teu corpo… Que é luz
Pelo teu lábio… Que reluz
Pelos teus seios… Sabor de mel
Pelo teu ventre… Amor pastel

Desejo… Sempre que te vejo
Vontade… Sempre pela verdade
Sair… Correndo pelo beijo
Na língua com vaidade
O abraço que desejo

Desejo…

Pelo teu corpo… Que é paz
Pelo teu lábio… Cor carmim
Pelos teus seios… O sorriso satisfaz
Pelo teu ventre… Para mim

Eu te amo… Até ao fim
Eu te amo… Até ao infinito
Eu acredito… Em nosso jardim
Adão e Eva… Amor bonito

José Alberto Sá


Descalça

Pela vida!
Menina mundo.
Despi medos,
Chorei peso de palavras.
Mágoas, prazeres,
Senti-me nua…
Sonhos mudam paisagem,
Escalei gotas geladas.
Descalça de pensamentos,
Passos lentos,
Não havia ninguém,
Na minha passagem.

 Céu Pina


Rotina não!
Cacofonia que reverbera
nas profundezas da emoção.
Processo contundente,
fragmentos incandescentes
nos descaminhos da cognição.

Abro portas ao futuro
e lanço-me pés descalços.
Não me ocupo das imprevisibilidades.
Meu tempo insiste em regozijar-se:
faz planos sem autorização.
Vidraças estilhaçadas
redesenham estradas e borboletas
prontas a me seduzir.

©rosangelaSgoldoni


Toco-te para te amar !

A noite
cresce apaixonadamente
no teu corpo
existe o mundo todo
em cada sonho
vens á minha vida...

Deixa que a minha solidão
povoe a tua
depois de te ter
sonho contigo
o teu amor substitui
o ar que respiro...

Tu vens
e o fogo ateia-se
toco-te para te amar...

Manuel Marques (Arroz)