sábado, 4 de janeiro de 2014

Sons de (a)mar…

Tu, esse mar impetuoso
Que entra por mim adentro
E eu na praia cauteloso
A esperar o meu momento
Gosto de ti dessa maneira
Gosto da tua impetuosidade
Vamos assim prá brincadeira
Que de (a)mar tenho saudade
És um mar um pouco diferente
Daquele que eu conheci
Mas do tempo até ao presente
Valeu a pena o que já vivi
Vivi pensando no (a)mar)
Do mar que há em nós
Era aquilo que estava dar
Quando em ti perdi a voz
Fiquei calado por momentos
A aguardar um som gutural
Mas que belos eram os tempos
Desse (a)mar que não tem igual

Armindo Loureiro


CUMPLÍCIDADE...

Meu pobre coração (zito)
Que se abafa num grito
Meu amor
Ele chama por ti
Numa voz que se perde no (infinito)
Dá-lhe um louvor
Se o entenderes
Faz de tudo para o (mereceres)
Ele já é teu
É sim... (mais teu, que meu)
Que fazer? nada!!!
Ele é singelo... doce
Maleável e sem sentido
Não sei não...
Se ele tivesse (o sentido)
Seria mediável, e media o (perigo)
O perigo que corre, ao querer estar contigo
Mas... eu sei, que é meu amigo
Oh pobre coração...
Pensamento nosso... só nosso
E está na nossa mão
Não importa... seremos cúmplices
Nesta aventura
Seremos bravura
Seremos segredo
De uma imensa ternura
Segredo nosso
E... quem é, quem é?
Alvoroço constante...
Estou forte neste querer
E... deste sentimento
Não arredo pé...

Florinda Dias.


sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

Falsa ilusão

Amei-te
Com fidelidade de uma guardiã...
Como naus estrangeiras
atravessando o perigoso mar...

Amei-te
Como uma guerreira sem nome,
em batalhas sangrentas
de um mundo cruel...

Amei-te
Como uma menina desprotegida
procurando teu olhar...

Amei-te
Nas madrugadas intensas,
que aqueciam nossos corpos
entorpecidos de desejos...
Esqueci-me de tudo,
Teu amor jamais existiu!...

Foi uma mentira
um deboche, uma ilusão,
um falso sorriso
dentro do meu coração....

Quando as sombras fingiram ser claridade,
teu vulto partiu sem nenhum rastro.
Escondi este amor
no túmulo sagrado dos meus ancestrais!

( Sulamita Ferreira Teixeira )


Que recordação...
Nunca irei esquecer!
Tão verde olhar e paixão...

Vestido branco imaculado.
Força de tanto amor!
Um dia, dum oceano chegado...
Em todo o seu esplendor!

Como foi viver nele!
Beijar, adorar e acarinhar!
Agora, só, jaz imortalizado!
Num armário, espólio triste!...
Da história vivida...

Manuel Paquete


LEIA-ME COMO CARTA!

Tudo ao meu amado...
Na luz noturna das estrelas...
Livre... voando no vento...
Canta a melodia dos sonhos meus!
Na busca pelos beijos seus...
Teu rosto, sorriso, jeito encantador!
Na minha lembrança...
Tua pele branda...
Cheia de perfume...
No império imaginário...
Toco-te nas substâncias...
Sinto que a paz adentra meu peito!
Descansará no teu ser...
O amor absoluto!
Esqueça o que passou...
Lembra-te do antigamente...
Faz-me teu caminho...
Leia-me como carta!
Deixa-me amanhecer em ti!

Juliani Rosendo


SEGREDA-ME AO OUVIDO...

Segreda-me ao ouvido como se fosse teu confessor,
Dos teus pecados que sei, te causaram grande dor,
Sei que estás arrependida desses passos mal dados,
Ao me atingires com ofensas, por motivos infundados.

Segreda-me ao ouvido que eu saberei ouvir e perdoar,
Não agiste por mal, apenas por teres a cabeça no ar.
Trocaste-me por outro que não te deu o meu carinho,
E assim, descobriste que erraste nesse teu caminho.

Segreda-me ao ouvido, diz que estás pois arrependida,
E que vais voltar para os meus braços, abertos pra ti,
Que ninguém ouça ou perceba que ainda não te perdi.
Tu serás minha e eu teu, muito felizes, pra toda a vida.

Ruy Serrano, 


EMBARCO NA TERRA EM BRASA…

Embarco na terra em brasa,
Leio as notícias que me alteram a fisionomia…
Deixam a minha noite sem a luz da alegria,
Fazem-me recuar na imensidão da fantasia,
E salto o desejo que me arrasa.

Embarco na terra em brasa,
Levo comigo rente ao peito a chave do coração…
A lembrança que no tempo apazigua a solidão,
Desmancho os enigmas que agarro na mão,
Sou a memória presente do caminho que vaza.

Embarco na terra em brasa,
Fecho a janela que ilumina a minha saudade…
Deixo para trás as rugas que me levam amizade,
Rumo ao abraço que se perde na bondade,
E para meu deleite viajo para casa.

JOSÉ MIGUEL ARAÚJO