SONHOS DE PRESENTE
Ganhei dos céus a cor dos meus dias
e fiz dela um colar que pus ao peito.
Contei aos ventos minhas alegrias
e cavalguei as nuvens do mesmo jeito
que naveguei em cada mastro de navio
em busca dum caminho mais feliz
a que tenho direito – um direito tardio –
desta força calada, que me veio de raiz.
Que abana meu corpo como um vendaval,
que rasga a minha alma na noite, sem ver
que o dia se ergue e me consente
novo sonho. Que o sonho, afinal,
é o melhor lugar para se viver.
Lá, onde a felicidade é permanente.
Paula Amaro
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