sábado, 14 de dezembro de 2013

SONHOS DE PRESENTE

Ganhei dos céus a cor dos meus dias
e fiz dela um colar que pus ao peito.
Contei aos ventos minhas alegrias
e cavalguei as nuvens do mesmo jeito

que naveguei em cada mastro de navio
em busca dum caminho mais feliz
a que tenho direito – um direito tardio –
desta força calada, que me veio de raiz.

Que abana meu corpo como um vendaval,
que rasga a minha alma na noite, sem ver
que o dia se ergue e me consente

novo sonho. Que o sonho, afinal,
é o melhor lugar para se viver.
Lá, onde a felicidade é permanente.

Paula Amaro
 

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