Varina.
Levas a sorte na canastra
que carregas feliz à cabeça
varina de rugas marcadas
contigo um mar de beleza.
Varina no teu avental
mora o pão de cada dia
quando vendes te compensa
o madrugar de alegria.
Levas a língua em prumo
apregoas tudo e convences
da garganta sai teu orgulho
e do mar tudo o que vendes.
Enrodilhas o pano à cabeça
e ajeitas a saia rodada
Penteada asseada e roliça
de chinelas comendo a calçada.
- Faneca vivinha... ó freguesa
chicharro de olho vivinho...
e a sardinha que é uma riqueza
só falta a broa e o vinho.
E já meio dia é passado
e não tem mais que vender
traz para casa o ducado
e a alegria de viver.
Varina de um só mar
vais de canastra à cabeça
na praia pelo teu esperar
dá o sol a recompensa.
Vem a noite e o luar
e aos teus olhos vem a fé
que brilham com teu cantar
o fado que cantas de pé.
Maria Morais de Sa
Levas a sorte na canastra
que carregas feliz à cabeça
varina de rugas marcadas
contigo um mar de beleza.
Varina no teu avental
mora o pão de cada dia
quando vendes te compensa
o madrugar de alegria.
Levas a língua em prumo
apregoas tudo e convences
da garganta sai teu orgulho
e do mar tudo o que vendes.
Enrodilhas o pano à cabeça
e ajeitas a saia rodada
Penteada asseada e roliça
de chinelas comendo a calçada.
- Faneca vivinha... ó freguesa
chicharro de olho vivinho...
e a sardinha que é uma riqueza
só falta a broa e o vinho.
E já meio dia é passado
e não tem mais que vender
traz para casa o ducado
e a alegria de viver.
Varina de um só mar
vais de canastra à cabeça
na praia pelo teu esperar
dá o sol a recompensa.
Vem a noite e o luar
e aos teus olhos vem a fé
que brilham com teu cantar
o fado que cantas de pé.
Maria Morais de Sa


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