Retalhos
Sempre procuro meus retalhos em detalhes.
E te vejo inteirinho nesse baú de saudades.
Vou do céu ao inferno nessa saudade doída.
Venho triste e arfante, mas me vejo acetinada.
São procuras entre buscas rebuscadas de amor.
São tristezas em alegrias colorindo meu destino.
Certamente vou colhendo nossa bela rubra rosa.
Vou criando um jardim onde pousam borboletas.
Meu querer me faz criar novo mundo com você.
Meu saber me tortura nessa busca armadilha.
Minha teia aprisiona esse peito de mulher.
Nossas vidas eu retrato nessas linhas entrelinhas.
Minhas noites te procuram aos abraços carinhos.
Minhas manhãs me ensinam como viver a metade.
Silvia Dunley
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