Raios, rios, risos...
Céu azul, céu cinza... Nuvens voláteis,
Nuvens cogumelo, nuvens escarlates...
Chuva brava, chuva pianinho... que fazem música
Ou assombração no telhado da minha casa...
Águas que descem e desaparecem...
Águas-doces que desaguam nos abismos
Das águas-salgadas...
Lágrima que rolou de um rosto, caiu no chão
E tornou-se flor...
Flor que guardou uma gota d’água que um
Biquinho sugou e matou a sede...
Mocinha que me disse: “Tu és o sol e eu sou
A lua. Tua és todinho meu e, eu, todinha tua...”.
Poesia é uma asinha que voa nos cantinhos
Mais escondidos e que pia pra ouvidos sensíveis...
Música é uma asinha que voa sobre miríade
De estrelinhas estaladeiras de cristal e provoca risos,
Emoções e, às vezes, choros...
Todos eles e outros mais enchem
De raios, rios, risos, o meu pulmão
E fazem fremir o meu coração...
Céu azul, céu cinza... Nuvens voláteis,
Nuvens cogumelo, nuvens escarlates...
Chuva brava, chuva pianinho... que fazem música
Ou assombração no telhado da minha casa...
Águas que descem e desaparecem...
Águas-doces que desaguam nos abismos
Das águas-salgadas...
Lágrima que rolou de um rosto, caiu no chão
E tornou-se flor...
Flor que guardou uma gota d’água que um
Biquinho sugou e matou a sede...
Mocinha que me disse: “Tu és o sol e eu sou
A lua. Tua és todinho meu e, eu, todinha tua...”.
Poesia é uma asinha que voa nos cantinhos
Mais escondidos e que pia pra ouvidos sensíveis...
Música é uma asinha que voa sobre miríade
De estrelinhas estaladeiras de cristal e provoca risos,
Emoções e, às vezes, choros...
Todos eles e outros mais enchem
De raios, rios, risos, o meu pulmão
E fazem fremir o meu coração...
(Paulo Paixão)


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