quarta-feira, 16 de outubro de 2013

Raios, rios, risos...

Céu azul, céu cinza... Nuvens voláteis,
Nuvens cogumelo, nuvens escarlates...
Chuva brava, chuva pianinho... que fazem música
Ou assombração no telhado da minha casa...
Águas que descem e desaparecem...
Águas-doces que desaguam nos abismos
Das águas-salgadas...
Lágrima que rolou de um rosto, caiu no chão
E tornou-se flor...
Flor que guardou uma gota d’água que um
Biquinho sugou e matou a sede...
Mocinha que me disse: “Tu és o sol e eu sou
A lua. Tua és todinho meu e, eu, todinha tua...”.
Poesia é uma asinha que voa nos cantinhos
Mais escondidos e que pia pra ouvidos sensíveis...
Música é uma asinha que voa sobre miríade
De estrelinhas estaladeiras de cristal e provoca risos,
Emoções e, às vezes, choros...
Todos eles e outros mais enchem
De raios, rios, risos, o meu pulmão
E fazem fremir o meu coração...
 
(Paulo Paixão)
 
 

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