Clarões de lua
Deixo as palavras escorregar
Por teu corpo,sedoso e macio.
Um espelho de luz cintila na noite
Alegrei meu tempo de canto e não sou vazio.
A palavra tresanda a sabor de orquídeas
De lilazes,ciprestes,doce mar de ilusões
Enfeitiço tua imagem em cores matizadas
E teu rosto é espelho de dormentes pulsões.
Sou luar,clarão,água deste mar
Sou demência sensual e sacrificial
Vou tocar a música desta nave a vogar
Mundo de sonhos,sombras etéreas,poder do real
Quis ser ave de fantasia e esvoaçar
mas sou afinal uma voz de amor neste poema essencial.
Agostinho Borges de Carvalho.
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