segunda-feira, 28 de outubro de 2013


Céu tão longe

Solto minhas passadas
No vazio pejado de silêncio
De um passado presente
Fecho as vistas enfraquecidas
Viajo na casa com sacrifício
Sobre o chão rangente
De tábuas enceradas de escuro
E vejo-te na mente ainda
Como mulher ainda tão menina
Cheia de mágoas e viver duro 
Subindo as velhas escadas
Encantadora e tão linda
Pronta a contar as alegrias
E as tristezas achadas
Junto da janela de quadrinhos
Virada para mundo de fobias
Onde eu confidente
Acolhia os teus belos sorrisos
Que escondiam as lágrimas
Com que nos deixaste
Partindo sem despedidas
Num desespero que silenciaste.

Joserodrigues/zeal


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