sexta-feira, 18 de outubro de 2013

ALENTEJO

Que sagrada magia te domina,
e a minha tez de azinho tu m’ateias?
Como rubra semente que germina,
meu Alentejo, corres-me nas veias.

Como o teu nobre porte, que culmina
ainda, na chama forte que incendeias,
o sangue rubro e vivo da campina,
entre os trigais doirados, que tu ondeias.

Campos fora, redobram as canseiras,
nos perfis dos pastores, das ceifeiras,
difusos entre estevas… rosmaninhos.

Nas eiras, já se enxergam as debulhas,
voam rolas… trambolas, sobre as tulhas,
enquanto o sol deambula p’los caminhos.

Manuel Manços
 

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