sábado, 5 de outubro de 2013

ALENTEJO

Meu Alentejo,
Que eu tanto invejo
Vais a passar.
Trazes na boca,
Tuas cantigas
O teu cantar.
Deixaste as planícies
E os teus rebanhos
Estão lá a pastar.
Mostra à cidade
Os teus cantores,
O teu bailar.
Vens de pelico,
Vens de ceifões,
Vais-te a molhar.
O sol escondeu-se,
Envergonhou-se do teu amar.
Mas tu,
Canta e dança,
Põe-te a brilhar,
Que a festa é nossa,
a tarde é mansa,
mesmo a chorar.
Vem,
Mostra o teu povo,
A esta gente,
Que o está a mirar.
E num desejo,
Vem dar-lhe um beijo
Do teu beijar.

Manuel Manços
 

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